A sociedade brasileira se aproxima do “caos” na segurança pública. Uma parte dos antigos protetores dos cidadãos está agora do mesmo lado dos bandidos. Pessoas inocentes são assassinadas a troco de nada, apenas como uma maneira de provar a inexperiência e o despreparo dos policiais brasileiros. Mas o que se pode esperar de uma policia descentralizada, mal-renumerada, que não garante a segurança do seu próprio quadro de funcionários?
Alguns policiais, agora, agem como bandidos, matam cidadãos, acham que são superiores só porque têm uma arma na cintura. O caso da universitária cearense morta por um PM é uma mostra desse cenário grotesco, que vitimou outras pessoas de bem nos últimos tempos.
Mas, de fato, onde está o problema e, principalmente, as soluções? Quantos mais terão que morrer?
A verdade, caros leitores, é que esse problema se arrasta por anos e anos e nenhuma medida que o solucione parece ter sido encontrada. O Governo do Estado do Ceará dedica milhões e milhões de recursos na compra de viaturas de luxo, de fardas de estilistas famosas e na contratação de milhares de novos policias do Ronda do Quarteirão. No entanto, parece esquecer o principal: a qualificação do material humano, aquele que enfrenta os marginais e lida direto com a população.
Só espero que mais uma vida de uma inocente não represente apenas um dado estatístico, mas sim uma forma de demonstrar que algo não vai bem, que alguma coisa está errada, que algumas atitudes precisam ser revistas.