Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é uma doença que atingi, a cada ano, um maior número de pessoas em nossa sociedade. São mais de 340 milhões de depressivos no mundo e 13 milhões só no Brasil. Em entrevista ao Diário do Cotidiano, a psicóloga e gerontóloga Elba Vasconcelos Rabelo esclarece as principais dúvidas que cercam essa patologia.
Diário do Cotidiano - O que é Depressão?
Elba - È uma doença de difícil diagnóstico, descoberta pelo psicanalista Sigmund Freud, caracterizada por um estado de desequilíbrio interno que causa uma profunda tristeza, podendo levar, em alguns casos, ao suicídio. Pode manifesta-se em qualquer fase da vida.
Diário do Cotidiano – Existem fatores que levam a uma maior predisposição à doença?
Elba – Sim, fatores hereditários, perdas sentimentais, financeiras e de “status”, morte de pessoas próximas, aposentadoria, desemprego e solidão.
Diário do Cotidiano – Quais são os sintomas?
Elba – Tristeza profunda,que faz com que os indivíduos não reajam diante de suas necessidades, por exemplo, não querem tomar banho e se alimentar; alternância entre alegria e tristeza, não perceptível, às vezes, pelo portador e seus familiares; apresentam um temperamento passível, concordam com tudo em casa e no trabalho; ausência de emoções.
Diário do Cotidiano – Por que a dificuldade de diagnóstico?
Elba – A Depressão pode confundir-se com um temperamento introversivo, onde a pessoa voltar-se para dentro si, preferindo ficar isolada e mantendo uma postura reservada.
Diário do Cotidiano – Há diferença no tratamento da doença por um psiquiatra e um psicólogo?
Elba – A psicologia não trata da depressão porque é um estado patológico, portanto, exige um tratamento medicamentoso que é ministrado apenas por um psiquiatra. ■
A sociedade brasileira se aproxima do “caos” na segurança pública. Uma parte dos antigos protetores dos cidadãos está agora do mesmo lado dos bandidos. Pessoas inocentes são assassinadas a troco de nada, apenas como uma maneira de provar a inexperiência e o despreparo dos policiais brasileiros. Mas o que se pode esperar de uma policia descentralizada, mal-renumerada, que não garante a segurança do seu próprio quadro de funcionários?
Alguns policiais, agora, agem como bandidos, matam cidadãos, acham que são superiores só porque têm uma arma na cintura. O caso da universitária cearense morta por um PM é uma mostra desse cenário grotesco, que vitimou outras pessoas de bem nos últimos tempos.
Mas, de fato, onde está o problema e, principalmente, as soluções? Quantos mais terão que morrer?
A verdade, caros leitores, é que esse problema se arrasta por anos e anos e nenhuma medida que o solucione parece ter sido encontrada. O Governo do Estado do Ceará dedica milhões e milhões de recursos na compra de viaturas de luxo, de fardas de estilistas famosas e na contratação de milhares de novos policias do Ronda do Quarteirão. No entanto, parece esquecer o principal: a qualificação do material humano, aquele que enfrenta os marginais e lida direto com a população.
Só espero que mais uma vida de uma inocente não represente apenas um dado estatístico, mas sim uma forma de demonstrar que algo não vai bem, que alguma coisa está errada, que algumas atitudes precisam ser revistas.
Fulano de Tal era o típico machista contemporâneo, só pensava em obter prazer, em possuir a maioria das mulheres do planeta, somente as que fossem bonitas, é claro!
Era jovem, rico, bem sucedido e de boa aparência. Freqüentava as melhores festas, pertencia ao mais conhecido grupo social e sempre aparecia nas colunas fúteis dos jornais.
Todos os finais de semana, dormia com uma mulher diferente. Um dia com uma loira, no outro com uma morena, numa sexta com uma japonesa e num sábado com as três. Gabava-se por isso, se achava o máximo, o mais macho dos homens.
Na semana, brincava de trabalhar, de fingir que fazia alguma coisa de importante. Sua rotina era acordar ao meio-dia, tomar banho, vestir-se e ir até a empresa da família, sentar na cadeira de chefe executivo, ligar o computador, ver os lucros, despedir aqueles que não deram a vida pelo emprego e fazer o “teste do sofá” com aquelas que desejavam um cargo melhor. Depois, passava em um bar, enchia a cara com os amigos, voltava bêbado para casa e no outro dia tudo se repetia.
Ele pensava que o amor era algo para os tolos, para as pessoas fracas, que acreditavam em contos de fadas; já ele era esperto, forte e realista, nunca havia amado ninguém, achava que estava imune e nunca teria o tédio de acordar ao lado de uma mesma mulher todos os dias.
Mas, se passam anos e anos, vidas surgem e se vão, muita coisa se transforma e o antigo jovem, rico e garanhão é agora um velho pertencente à terceira idade. A empresa, que sustentava os seus altíssimos lucros, quebrou, a beleza, que um dia possuiu, sumiu e o antigo órgão que lhe proporciona prazer, não funcionava mais.
Um terrível vazio atormenta a sua mente, encontra-se na mais absoluta solidão. Os seus supostos amigos se afastaram, as inúmeras mulheres não lhe fazem mais companhia e todos os membros de sua família morreram. Agora só o que lhe resta é uma misera aposentadoria que mal dá para pagar a conta da farmácia.
Incontáveis crises de existência começam a lhe perturbar. Passa a viver somente com si, tendo que refletir 24h em tudo de ruim e sem importância que praticou ao longo de sua vida. Começa a perceber que o antigo alicerce individualista, que sustentava sua existência, se rompeu, e conclui que não é feliz, e que, na verdade, nunca foi, havia possuído apenas a ilusão de felicidade.
O amor, que anteriormente havia desprezado, começa a lhe fazer falta. Sente a necessidade de uma esposa para lhe fazer companhia, assistir-lo quando estiver enfermo, e que lhe proporcione tudo de mais maravilhoso que somente uma relação com amor pode trazer.
Só que a velhice e uma longa vida de prazeres acarretaram em diversos problemas: está pobre, doente e a morte, cada vez, se aproxima mais. Não tem mais forças de ir atrás de um sentimento que nunca teve, de uma nova razão de viver.
Então, o que ele deve fazer? Esperar a morte chegar se lamentarndo por tudo o que deixou de viver? Sonhar como seria a sua vida se tivesse agido diferente? Ou tentar buscar, com todas as suas limitações, aquilo que se achava imune?
Infelizmente, ele não poderá fazer nada disso, não terá a oportunidade de escolher, pois acabo de receber a notícia de que ele partiu desse mundo.
Pessoa de garra, coragem e fé. Uma menina que está descobrindo o que é ser mulher. Passa sobre os problemas mais difíceis com uma força fora do comum, que emana das profundezas de sua alma. Não tem vergonha de chorar, de dizer o que pensa, de defender aquilo que acha certo. È carinhosa, afável e gosta de distribuir carinhos a todos que estão a sua volta.
O que mais lhe admiro é a defesa da verdade, a ausência de preconceito, o respeito às diferenças e a eterna gratidão a Deus. Tem uma mente super-aberta, sempre disposta a tecer um comentário interessante sobre qualquer tema.
A família é seu ponto de referência e norteia a sua existência. O amor que sente por esta guia os seus caminhos, influência nas suas decisões e lápida o seu caráter. Ver em sua mãe um exemplo de superação, em seu pai o significado da palavra respeito e em seus irmãos uma fonte inesgotável de carinho.
Possui a alegria de viver exposta quase que diariamente nos lábios, que chama a atenção de todos por aonde vai. Está sempre agitada, portadora da Síndrome da Energia Incessante, que nem quatro dias de carnaval conseguem curar. A fonte desta é inexplicável, já que sua fome é saciável apenas com água e “todinho”.
Ela vive intensamente a vida na medida em que seus estudos permitem, pois coloca os em primeiro lugar.
Em uma manhã ensolarada, aula de geografia, olhos apreensivos e a velha ansiedade. Olho ao redor de mim e analiso cada moça. Loiras, morenas e ruivas, qual delas me identifico mais?
Os dias passam e vou conhecendo-as, criando vínculos e estabelecendo amizades. No entanto, apenas uma despertou o meu interesse. Não que ela fosse a mais bela ou a mais sábia, mas tinha uma doçura que encantava a minha alma, arrepiava meu corpo, fazia meu coração bater mais forte.
Pele branca, olhos verdes, cabelos castanhos encaracolados, rosto arredondado, busto e quadris bem definidos, esta era a sua estética. No começo sua aparência parecia-me abstrata, se bem que com o tempo, na medida em que o meu sentimento aumentava, passou a adquirir uma harmonia de traços, formas e curvas, o que aumentava a minha atração e o meu desejo.
Aproximei-me cada vez mais, já era o seu melhor amigo, conselheiro e ponto de referência. Contudo, eu não queria somente isso, queria mais. Queria penetrar no seu coração e deixar uma semente, que com aguar dos dias, desse origem a um pequeno broto de paixão que quando finalmente desabrochasse, se transformasse em uma história de amor.
O tempo passa e eu já não conseguia mais conter a explosão do sentimento que estava dentro de mim. A timidez parou de bloquear minhas ações e a emoção assumiu o controle de meus atos. Até que de uma maneira que ela não esperava, roubei-lhe um beijo.
Aquilo transformou a sua fisionomia, que passou de um sorriso para um aspecto de raiva. Virou-me o olhar de uma forma que me deixou constrangido e fez com que lhe pedisse desculpa.
Naquele momento suspeitei que poderia tratar-se de um amor platônico e as dúvidas começaram a habitar minha mente. Eu não sabia ao certo como agir. Desistir daquele amor ou não, eis a questão. Até que cheguei à conclusão de que lutaria pela sua conquista.
Passei a fazer de tudo para chamar sua atenção. Comprava-lhe rosas, dava-lhe indiretas e organizava a festa surpresa de aniversário e nada. Os meses corriam e ela não me notava da maneira que eu queria.
Até que em certo dia, em uma atitude inocente, resolvo-lhe perguntar:
-Quer namorar comigo?
Ela responde sem medo de machucar-me:
-Não! Tenho medo de estragar a nossa amizade!
Sai cabisbaixo e com uma dor que atravessava todo meu peito, que não poderia, naquele instante, ser tratada, pois não tinha sua causa biológica, mas sim moral e metafísica.
Essa dor se prolonga e o tempo me apresenta um analgésico: a esperança, que ameniza os efeitos de um “fora” e cria uma nova e falsa expectativa de um sim.
Então continue as tentativas de conquistá-la e sempre não conseguia obter êxito.
Numa certa ocasião, cansado dessa situação, resolvi utilizar a última carta do jogo: uma declaração publica de amor, pois acreditava que dessa maneira poderia convencer-la do meu amor e convidá-la a aceitar o meu cortejo.
Contratei um desses carros de loucuras de amor e fui a sua casa.
Sirene, barulho e Kenny G. como fundo musical chamavam a atenção de vizinhos, de transeuntes, e da família daquela que era a minha amada. Todos ficam maravilhados com a magia que aquele ato trazia. Entretanto, como sempre existem exceções, ela, infelizmente, se incluía nesse meio.
O locutor chamou seu nome. Ela apareceu. Ele leu a mensagem. Ela não expressou nenhuma reação. Ele disse quem a enviou. Eu apareci. Ela entrou em sua residência sem nenhuma cerimônia.
Os expectadores olhavam aquele acontecimento boquiabertos. Ninguém parecia entender nada. Eles não sabiam o que fazer, para onde olhar, se deveriam rir ou ficar sérios. Afinal, eles deviam está tentando encontrar o porquê daquela moça rejeitar aquele rapaz.
Pela primeira vez não abaixei a cabeça, sai com ela levantada. Tive a consciência de que ela não era mais aquela jovem que eu havia um dia amado. A doçura que me conquistou não fazia mais parte daquele ser.
Logo após esse episodio, iniciei uma tentativa de esquecê-la, que até hoje parece ter tido efeito. Não existe mais nenhum resquício daquele sentimento no meu coração. Não sinto mais sua falta.
Há pouco tempo, ainda tive o prazer de comprovar que o antigo ditado popular que diz que “o mundo dá voltas” é verdadeiro. Ela me procurou e dessa vez, os papéis se inverteram, ela era a apaixonada e eu que era o motivo de sua paixão platônica Não pensei duas vezes, rejeitei sua investida com a mesma intensidade que um dia ela dirigiu a mim.